Nessa instrução eu vou te fazer compreender o dinheiro, e como funciona um tipo de “dinheiro” astral que é essencial na manifestação de qualquer coisa na sua vida.
O dinheiro é a valorização externa (vem de fora) e quando utilizado para aumentar nosso valor próprio, ele é poder; mas quando utilizado como medidor de sucesso ou de valor pessoal, ele costuma ser, no mínimo, um engano.

Veja, aqui não vamos justificar nenhum tipo de pobreza. No fim do dia, todos sabemos que não há nada de “transcendental” em ficar meditando enquanto se está preocupado com os boletos básicos dos quais dependem seu bem estar ou o daqueles que estão sob sua responsabilidade.
Não há nenhum “glamour” em se dizer “desapegada” quando não há nada que valha um apego, em se dizer honrado quando não se cumpre primeiro suas obrigações para com os que ama.
Sabemos também que não há nada de “magicko” (pelo contrário) em ficar contatando anjos, invocando demônios, comandando espíritos, enquanto se está vulnerável e temeroso aos humores de chefes estúpidos ou patrões sem empatia.
O que trago não é “justificativa” para ninguém, mas a conscientização do que é o dinheiro, de forma que você possa colocar seu “fervor psíquico” e principalmente seu foco, no que está por trás de notas, cartões e números na tela do seu celular.
Vem comigo nessa instrução, lê até o final com calma para entender, e eu tenho certeza que muita coisa te será acrescentada até o fim deste texto. Te vejo lá.
Você descobre aqui:
Reconhecimento e Dinheiro
O Jovem Amedeo:
Nascido na Itália em 1884, de um pai italiano e de uma mãe francesa, Amedeo não parecia muito favorecido pela sorte. A família de sua mãe vinha de um revés financeiro, e seu avô materno havia perdido grande parte de suas posses.
Seu pai no ano de seu nascimento havia também fracassado retumbantemente nos negócios e não conseguia se restabelecer, ficando amargurado pelo resto da vida. Então ficava o máximo possível fora de casa.
A infância de Amedeo foi, no mínimo, modesta. O pai ausente e distante, a mãe muito presente, trabalhando como professora de francês e tradutora, fazendo de tudo para seu sustento e educação.
Na adolescência ele se interessou por pintura, vendo na própria imaginação os quadros que queria pintar; a mãe o ajudou com toda sua renda para estudar belas artes, e aos vinte e um anos, para ir estudar na França, a então capital da arte plástica.

O jovem Amedeo, já adulto e muito culto – graças a sua mãe – ficou encantado com a França. Terra da boemia, da avant-garde, do mais moderno, do artístico. Tudo era bonito, caro e sofisticado. Mas o dinheiro que trouxe da Itália não durou muito, e ele começou a ter suas primeiras dificuldades.
Dividiu apartamentos com outros artistas entre eles pintores, escultores e até músicos. Seu estilo começou a despontar como algo único, era clássico como italiano mas extravagante como francês, e ele até despertou certa curiosidade na cena artística.
Teve mais reconhecimento de outros artistas do que do público, alguns o invejando outros elogiando, mas ele tinha muita dificuldade de vender seus quadros e esculturas.

Na França ele começou a beber muito para afogar, principalmente, a frustração artística de não ser reconhecido. Ele tentava vender seus quadros pelo que hoje são 10 dólares, ou seja 54 reais. E dificilmente conseguia.
Chegou a pagar alguns meses de aluguel pintando retratos e cenas do proprietário da casa, que utilizava seus quadros como apoio atrás das poltronas, para não arrastarem nas paredes.
Ele tinha gestos nobres, “parecia um homem rico” diziam, apesar dessa situação. Quando não tinha dinheiro para beber (o que era frequente), ia para os bares e desenhava apenas com um lápis o retrato de alguém, em troca de um copo de whisky, absinto ou vinho.

Entre vários romances caóticos e mulheres “da boemia”, ele conheceu sua esposa Hebuterne, apresentada por uma amiga em comum; ela tinha uma admiração e amor quase incondicional por ele.
Depois de ter uma filha, a situação mental de Amedeo piorou, e a mistura de pobreza, preocupação e alcoolismo fez com que ele desenvolvesse uma série de doenças respiratórias enquanto sua esposa estava grávida pela segunda vez.
Já tendo pintado mais de 400 quadros (a maioria perdida ou quebrada por ele mesmo em frustração) e feito mais de 20 esculturas, o ano de 1920 parecia enfim promissor já que ele havia conseguido um lugar numa das maiores exibições de Paris, mas ele não participaria.
Amedeo morreu em situação precária aos 35 anos. Sua esposa grávida, no dia seguinte, se atirou pela janela de uma altura de quinze metros. A filha, Jeanne, que tinha apenas dois anos foi criada por seu cunhado e teria uma sorte diferente da dos pais, na verdade ela seria rica.
Quatro anos após a morte de Amedeo Modigliani, ele se tornou reconhecido como um gênio da arte. Foram escritas biografias sobre ele e sua arte passou a ser chamada de “única” e “complexa”.

O artista que não conseguia vender suas pinturas por 54 reais, cujos quadros eram usados como apoio de poltrona para que não fosse despejado, cuja escultura era chamada de “feia” e servia de base para as velas de seu próprio ateliê (não vendeu nenhuma), passou a ser valorizado e reconhecido.
Hoje conhecemos Amadeo Modigliani como o gênio que foi, e um dos mais caros da história. Cada quadro seu, hoje, vale uma verdadeira fortuna.
O valor de sua obra é tanto que em 2016, o bilionário chinês Liu Yi Qian comprou um de seus quadros por 172 milhões de dólares. O equivalente a mais de 850 milhões de reais.

Só as quatro pinturas mais recentemente vendidas de Modigliani somam o total de 338,3 milhões de dólares americanos, ou se preferir, mais de 1.8 bilhão de reais.
Podemos dizer que a pessoa que passou direto por Amedeo Modigliani na sua “barraquinha” de quadros por dez dólares, e foi comprar um quadro para sua cozinha com o Zé das Couves ao lado (aliás, com o Zeph de Las Couvers, porque é francês), cometeu um erro que influenciou todas as gerações futuras.
Isso porque se sua família tem um Modigliani, pode trocar pela liberdade financeira de algumas gerações, mas eles não sabiam, não percebiam isso.
Os quadros de Modigliani não foram cravejados de diamantes nem repintados em ouro puro. São os mesmos quadros ignorados quando eram vendidos por 54 reais. O que mudou foi a PERCEPÇÃO de valor, eles foram RECONHECIDOS.
Se Modigliani tivesse recebido em vida apenas um centésimo do valor que um único quadro seu teria após sua morte, ele teria vivido muito mais e com certeza muito menos frustrado.
A percepção de sua obra veio postumamente, e com isso o seu valor em dinheiro, o que é frequente na história.
A Força Ingrata do Reconhecimento:
Quase que no mesmo período não faltam exemplos de artistas que passaram grandes dificuldades para vender seus trabalhos, e outros que foram até mesmo ridicularizados e incompreendidos, só para décadas depois suas obras valerem milhões de dólares.
Vincent Van Gogh foi um deles, e se hoje sua obra vale números absurdos e é sinônimo de genialidade, também é sabido que ele precisou da ajuda do irmão para se sustentar, até se desviver aos 37 anos.

Dizem alguns que Van Gogh nunca vendeu um quadro, outros que vendeu apenas o quadro The Red Vineyard. Estão equivocados. Ele vendeu alguns poucos quadros, mas por valores irrisórios e sem qualquer reconhecimento.
Hoje um quadro de Van Gogh vale estimadamente entre 50 e 100 milhões de dólares, dependendo da complexidade que lhe atribuem, ou a valores de leilão (que podem superar em muito o preço estimado).
Eu me lembro bem de um passeio da escola quando tinha apenas seis anos para uma exposição de quadros de Claude Monet, que até hoje são meus preferidos. Monet passou a maior parte de sua vida sendo rejeitado nos French Salons de arte. As pessoas achavam sua obra esquisita.
Ele chegou a tentar se afogar num rio, sendo tragicamente resgatado e obrigado a se achar um fracasso pelas próximas duas décadas de vida, na frente de sua esposa e filho.

Monet, o pioneiro do impressionismo escreveu numa carta : “A rejeição fatal tirou o pão da minha boca, e apesar dos meus preços serem habilmente modestos, mercadores e amantes de arte viram suas costas para mim”.
Monet foi financeiramente quebrado e rejeitado até os 45 anos, quando começou a ter algum reconhecimento e desde então, ainda em vida, se tornou um pintor cada vez mais próspero.
O Sucesso Não Visto:
Esse tipo de situação é uma constante, e se você se encontra procurando reconhecimento e dando de cara na indiferença ou rejeição, saiba que está numa areia movediça, daquelas que quanto mais se mexe, mais se afunda.
Tudo que queremos muito, insistimos, visualizamos, mantramos, energizamos, focamos, nós conseguiremos; mesmo que para isso este desejo precise parar de existir, seja por distração, desistência ou ausência.
Foi o que aconteceu também com um dos meus cantores preferidos na China, chamado Zhang Yu Sheng. Abaixo, a minha música preferida dele, ouvida em meu pub preferido pela primeira vez, aqui na China.
A primeira vez que Zhang foi indicado ao “best artist”, o maior prêmio asiático para músicos da época, que ele tanto almejou, foi em 1990, ele tinha 24 anos e ficou eufórico. Infelizmente não ganhou.
Em 1992 ele lançou sua música mais famosa (que não postei mas é ótima) chamada Da Hai (大海), uma das preferidas no karaoke por aqui até hoje (para quem canta bem). Tinha tudo para ganhar, mas foi por pouco que perdeu.
Em 1993 e 1996 ele foi nomeado novamente, mas não conseguiu. Ele foi então nomeado mais uma vez para o prêmio de 1998, mas antes deste prêmio acontecer, ele dirigia de madrugada com sono e bateu em um poste. Morreu aos 31 anos sem saber que o premiado já havia sido escolhido. Em meses, ele enfim ganharia o prêmio de reconhecimento como melhor cantor, letrista e álbum.
É curioso que quando uma vontade nervosa ou muito grande por fim se solte, ela costume se concretizar.
O mesmo aconteceu com dois de meus muitos autores preferidos que poderiam ser também citados aqui: Proust e Nietzsche.
Esqueça os mitos sobre Nietzsche em carruagens com imperadores, ele enlouqueceu se sentindo um fracasso e um rejeitado na sociedade.
Marcel Proust, autor de “Em Busca Do Tempo Perdido”, obra premiada e reconhecida como a maior da Europa junto com Shakespeare, era o que se chamaria de “loser”.
Rejeitado no amor (em TODAS as suas tentativas com homens, pois era homossexual), rejeitado por todos os empregadores (nunca teve um emprego).
Proust passou vinte anos escrevendo seu livro principal sendo sustentado pela mãe enquanto adulto, e não viu sucesso, foi lido por seis pessoas na época; era doente, frágil e não tinha amigos.
Só para ser considerado o segundo autor europeu mais popular da história quando já não estava aqui.
Poderia citar inúmeras histórias como estas, mas você pode estudar a vida destes artistas por conta própria, não como exemplo do que fazer, mas de como é possível produzir coisas de imenso valor, independente do reconhecimento imediato e da valorização (dinheiro) dados à isso.
Rejeição x Valor
Na vida afetiva não é diferente. Muito pelo contrário. Por vezes você se sente depreciado, trocado, substituído ou desprivilegiado(a) por outra pessoa ao ter seu desejo frustrado ou sua história ignorada, e a reação mais natural é se sentir mal por isso.
O cérebro reptiliano interpreta como a própria natureza negando seus genes (para homens), ou o homem do harém condenando você à obediência servil e solidão nas mãos de outras mulheres cruéis, frias e mais poderosas. São milênios de história da humanidade acostumando essas emoções ancestrais.
Fato é que uma rejeição afetiva, na prática, é mais inofensiva do que uma picada de abelha. Dói, mas está longe de ser o terror todo que se dramatiza, especialmente quando não envolve relacionamentos já construídos com família.
Levar um “fora”, não conseguir aquela pessoa que você gostaria, dói no ego, mas nem de longe diz quem você é. O valor que se lhe é atribuído pela pessoa é provavelmente errado, assim como os que passavam na frente dos quadros de Modigliani (por 54 reais) mas preferiam comprar algo “mais simples” ou “mais bonitinho”.

Agora você pode se sentir uma pintura rara, mesmo quando alguém não conhecer o seu valor. Você é uma pintura única, e a percepção momentânea daquela pessoa não altera isso.
Na vida afetiva a “percepção” de valor é o que determina o seu status no “mercado amoroso” à primeira vista. Por isso que aparência, posses, fama e exposição, sempre aumentam este valor, e são importantes num PRIMEIRO momento.
Quando você levar seu próximo fora, lembre-se que não é você quem sofre uma rejeição, mas é a percepção de quem lhe rejeitou em detrimento de outra coisa (em nome de fazer outra escolha), e a percepção de valor das pessoas não é nada confiável e acho que já provei isso para você.
Sabendo disso, temos por fim uma chave para sair do estado de pobreza e de rejeição, ambos estados de miséria, e seguir para um estado de Prosperidade. Vamos explorar isso agora.
Valor: A Moeda Da Magia
O valor também não é dado de graça; ele pode ser trocado, atraído, e custa um preço de manutenção após conquistado, pago com energia e com a própria Vontade (dependendo do valor que se recebe pode ser um alto custo) .

É por isso que Arnold Krum Heller (fundador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua), variava a frase thelêmica dizendo que você será responsável por tudo que se concretizar em sua vida, pois todo tipo de sucesso é sustentado com sua energia, mesmo aquele que lhe foi atribuído por fora.
O valor é portanto a verdadeira moeda na humanidade, na magia. O dinheiro é apenas um representante de valor, o valor de reconhecimento. Existem outros tipos de valor: afetivos, sexuais, artísticos e intelectuais.
Um valor não é confiável para medir o outro, e por isso o dinheiro apesar de ser a melhor (menos ruim) medida de valor neste mundo, ainda assim está longe de ser uma criação que faz jus aos outros valores, já que isso é impossível.
Então, sabendo que um valor não mede o outro, mas que um valor atrai o outro, como eu posso aumentar o meu valor?
Existem dois passos para gerar valor, e você precisa prestar bem atenção. É daí que vem a Magia, e sem o “valor” energético as suas velas, pós, incensos, imagens e filtros seriam só brinquedos de criança.
Primeiro, você gera valor em si, se auto valorizando. Se conscientizando de seu valor. Sem consciência do que se quer, do que se deseja contribuir e criar, não se pode influir valor em nada.
Segundo, você gera valor no mundo contribuindo, esclarecendo como nesta instrução, embelezando como Modigliani, ou criando coisas que facilitem a vida prática, pois resolução de problemas também é valor.

O problema que encontramos é que no primeiro passo você vai enfrentar dúvida, ansiedade, confusão e resistência do mundo ao redor, pois as Matrizes querem definir o valor de cada pessoa de acordo com a sua utilidade dentro delas.
No segundo passo, o problema é que você pode não ser reconhecido(a) por um bom tempo, e isso influencia no primeiro passo, sem o qual o segundo é neutralizado, afinal ninguém cria sem confiar que pode, ninguém alcança um alvo que não pode enxergar.
O jeito é portanto tomar a ação, nunca se vitimizar nem muito menos permitir que o mundo ao redor dite o seu valor.
Se Modigliani vivesse mais vinte anos seria rico. Se Van Gogh vivesse mais poucos anos teria entrado para a Galerie Les XX onde vendeu um quadro, ali todos os artistas eram famosos e prósperos.
O mundo não é parâmetro para o seu valor, e o primeiro passo deve ser se tornar independente dele, mas isso é mais fácil falar do que fazer.
Geralmente é difícil não nos medir pelo mundo, especialmente quando se passa a depender de seu próprio trabalho e conhecimento do público. Mas é um passo essencial, especialmente quando se é um retardatário.
Vou te explicar o que é uma pessoa retardatária (não confundir com retardada) já que vou te apresentar dois tipos de pessoa de valor, as pessoas de sucesso no mundo.
Dois tipos de Sucesso
Os Explosivos:
Esse tipo de pessoa bem sucedida é óbvia desde o início, ou logo após dele. Os explosivos são aqueles que explodem ainda jovens depois uma música, um vídeo, uma participação ou uma aparição pública de qualquer tipo.
Poderíamos citar desde influencers que ficam famosos depois de um vídeo que viraliza até mesmo artistas que começam já com o pé direito, como grandes promessas ainda jovens.
Picasso desde cedo despontou como um gênio e seus quadros eram valiosos já desde seus trinta anos. Salvador Dali era outro que se colocou na cena artística e vivia rodeado de famosos e intelectuais da época, tudo que ele falava soava genial, até a maior besteira.
Andy Warhol ainda com 28 anos fez sua primeira exposição de sucesso, sendo elevado muito rapidamente à fama e riqueza. Ele simplesmente explodiu e você provavelmente já viu alguma arte dele.

O modo “explosivo” é muitas vezes tido erroneamente como a única forma de ser bem sucedido em alguma coisa, as pessoas trabalham para “explodirem” em algum momento, e quando isso não acontece durante um tempo, desistem ou adoecem pela ansiedade e frustração, que pode custar até a própria vida.
Estresse mata todos os anos mais do que cigarros, álcool e até psicoativos. O cortisol é tóxico em determinada quantidade, e a frequência é viciante como qualquer hormônio, você cria respostas automáticas cheias de estresse e ansiedade que somatizam no seu corpo.
Os RETARDATÁRIOS:
Já falamos que Modigliani teria sido reconhecido dentro de quinze anos, a arte dele seria considerada única. O fato é que Modigliani era um “retardatário”.
Os retardatários são pessoas que se desenvolvem lentamente, por vezes devido a dificuldade de escolha entre tantas coisas que podem fazer, até juntar tudo isso em uma mistura única, ou criar um imenso portfólio que precisa de tempo para ser digerido pelo público.
Eu tenho um método próprio nas minhas consultas para ver quando uma pessoa é retardatária baseado nas linhas das mãos, mas você mesmo pode também se identificar com isso.
Eu mesmo sou um retardatário. Fui a última criança a aprender a ler na alfabetização. Urinava na sala de aula de nervoso, pois a professora insistia em fazer cada um ler frases ou pequenos textos, e meu eu de 6 anos não aprendia da mesma forma que os outros.
Enquanto as outras crianças balbuciavam juntando as sílabas, eu só entendia as palavras já formadas. Sílabas não faziam sentido pois não tinham significado e meu cérebro (já cheio de TDAH) as ignorava totalmente como faz com qualquer coisa que julgue inútil ou desinteressante.
Essa forma “eliminatória” de aprendizado pode soar burra, mas se hoje sou fluente em cinco línguas é porque pelo menos para mim funciona.
Um dia de novembro (último mês do ano letivo) a professora me chamou para ler, e não me lembro como nem por que, eu levantei e li da mesma forma que leio hoje (perfeitamente), um trecho do Sítio do Pica Pau Amarelo, sobre a Cuca.
Fui o último a aprender, e passei do “pária” sem solução para o melhor aluno, no último mês de aula. Isso é só um exemplo de tantas coisas na minha vida, e eu vejo isso acontecer com várias outras pessoas.
A pessoa retardatária entende as coisas de um modo próprio e precisa de mais tempo para desenvolver, ou são pessoas que entendem de muitas coisas, e precisam de tempo para juntar e fazer sentido numa única via que possa ser compreendida pelos outros.
Geralmente os retardatários tem algum tipo de relação com Saturno, o senhor do tempo, aliás eu chamo os retardatários de filhos de Saturno.

Se você for uma pessoa retardatária e Saturno (o tempo) não te devorar como ele faz esotericamente, você vai ter sucesso quase que inevitavelmente mesmo que o estresse já tenha te matado ou a desistência te faça percorrer todo o caminho de novo mais tarde, ou até mesmo em outra vida caso você realmente desista de si.
Para um retardatário é preciso impor o próprio valor, e isso leva TEMPO. O estresse mata, como já dissemos. É preciso confiar num futuro invisível caso não seja um explosivo.
O perigo para o retardatário é declarar guerra ao tempo, ao invés de lutar ao lado dele. O tempo é o adversário mais formidável, rápido e impossível, e o aliado mais paciente, lento e invencível.
Valor é Magia
Qualquer ato consciente, vindo do seu espírito, com intenção e força de expressão vai ter valor, e por isso ele é Magia.
Tudo que tem valor por si só é mágicko, e assim que espíritos, demônios, deuses e anjos nos vêem, baseado em nossos valores, no que temos para oferecer.
Eles enxergam além do tempo, por isso de uma forma diferente e independente da validação externa. É por isso que não adianta oferecer dinheiro para nenhum deles. Ali isso não vai ter valor.
Uma magia para ser eficiente precisa ser baseada em algum tipo de valor que você tenha para acrescentar ou para desenvolver, e os espíritos querem tomar parte nisso porque valor sempre beneficia a todos os envolvidos de alguma forma.
É impossível ter valor sem valorizar o entorno. Mesmo uma pessoa que faça uma festa gastando fortunas desnecessárias, envolve os garçons, as fábricas de bebida, quem faz a comida, enfim, todo um grupo de pessoas que ganham em cima disso dentro de seu preço.
Toda magia bem sucedida está ligada ao valor que é aplicado (se você faz por si própria) ou que é negociado (se vai se desenvolver em algo útil, belo ou esclarecedor) com espíritos e seres astrais em geral.
Sem entender isso não adianta ficar barganhando apenas com comida, bebida, fruta e incenso. Os resultados serão sempre limitados e frágeis, ou no máximo, astrais.
Antes de pensar em fazer magia para dinheiro, afeto ou qualquer valor para a sua vida, avalie, reconheça e ofereça o valor que já existe em você, evitando as armadilhas que citamos nesta instrução.
Espero que você tenha aprendido algo sobre o Valor. A instrução é complexa, e tem muitas coisas nas entrelinhas (como qualquer instrução esotérica), vale a releitura.
Vale também você entrar no meu círculo de aulas (que é baratíssimo), e pelo que gastaria em um hambúrguer por mês, ter acompanhamento, acesso às aulas passadas e as que acontecem quinzenalmente ao vivo e ficam gravadas, cada uma com um tema diferente.
Se você curtiu lembra de me seguir no Instagram, pois ali eu posto avisos sobre as novas instruções gratuitas como essa, o chamado para as jornadas (cursos) como a Jornada da Ansiedade, da Manifestação, dos Guardiões e da Magia Afetiva.
Nos vemos numa próxima instrução, no círculo de aulas ou no instagram. Eu sou Martin, o Frater Aquarius, e compartilho destas águas com você.
Fiat Lux!
